Banco de Sementes do Amazonas

Justificativa

A semente nativa é a principal fonte de recurso para restauração florestal sendo a base de perpetuação das espécies amazônicas para diversos fins ambientais. A demanda por informações acerca das potencialidades tecnológicas de sementes da Amazônia é uma das principais limitações que impedem o uso de um maior número de espécies com características desejáveis para restauração. Há um déficit de sementes e consequentemente de produção de mudas de espécies nativas com alta diversidade para uso na recuperação de áreas degradadas (VINI e RODRIGUES, 2007)1.
Somente no estado do Amazonas, o Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa -PLANAVEG2 estima que terão que ser restaurados cerca de 35.000ha nos próximos 20 anos, segundo dados até agora levantados. Por essa razão mesmo com a grande biodiversidade encontrada nas florestas amazônicas, a utilização de poucas espécies florestais muitas das vezes introduzidas em ambientes onde não ocorrem naturalmente, tem se tornado bastante comum, pois é necessária grande quantidade de informações biológicas, ecológicas, tecnológicas e de produtividade para que sejam recomendadas, além de que são necessárias sementes com qualidade genética para atender eficientemente os objetivos da restauração.
A corrida contra o desmatamento parece uma história sem fim, justificada pelas diversas partes por falta de fiscalização e recursos, mas ao mesmo tempo em que se pensa em combater a perda da biodiversidade se reflete na recuperação de áreas degradas, e para isso a restituição da diversidade biológica por meio do reflorestamento é o caminho que se tem tomado para recuperar a dinâmica florestal. De acordo com o Relatório da Indústria Brasileira de Árvores (2015) a área plantada no ano de 2014 foi de 7,74 milhões de hectares o que representou 0,9% do território nacional, sendo em 7,15 milhões de hectares voltados para pinus e eucalipto.
A conservação e restauração de florestas nativas é essencial para promover a sustentabilidade ambiental em regiões tropicais. O aumento no número de pesquisas relacionadas à propagação de espécies florestais nativas tem evitado problemas ambientais, mas são inexpressivos quanto ao conjunto de conhecimento necessário acerca de nossa flora para fins de manejo. Informações acerca de sementes florestais da região, o domínio não passava de 67 espécies nativas (LIMA JÚNIOR et al., 20143; LIMA JÚNIOR e MENDES, 20164).
Portanto, este número de espécies é infimamente pequeno frente às 16.000 espécies estimadas na Floresta Amazônica (STEEGE et al., 20155); assim, demandando severo compromisso na produção de conhecimentos que facilitem o manejo desta riquíssima floresta.
Este cenário é a mais forte justificativa para a existência do Centro de Sementes Nativas do Amazonas (CSNAM/UFAM), criado com o propósito de promover ações convergentes à formação técnica, à pesquisa científica e à extensão florestal. Nesse contexto, a resolução nº 019/2010 – CONSAD, da reitoria da UFAM e Conselho Universitário estabeleceu que o Centro de Sementes Nativas do Amazonas estaria vinculado ao Departamento de Ciências Florestais da Faculdade de Ciências Agrárias que lhe assegurasse os meios para o seu pleno e adequado funcionamento.
Destaca-se, entretanto, que entre os anos de 2012 e 2017 o CSNAM constituiu-se num espaço físico que favoreceu o firmamento de cooperações técnicas com a PETROBRAS, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), a Vara Estadual do Meio Ambiente (TJ-AM), a Secretaria Estadual de Produção Rural do Amazonas (SEPROR) e o Instituto SOKA/CEPEAM. Entretanto, o formato desses Acordos estabelecidos não foi desenhado para garantir recursos financeiros que favorecessem à sua manutenção (pagamento de bolsistas, insumos, aquisição de sementes, etc.). A escassez de recursos financeiros destinados ao CSNAM, agravados, possivelmente, em função da crise econômica que assola o Brasil desde 2013, pode comprometer e inviabilizar as atividades de<

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